13.11.13

Nossa História

Não posso me encontrar direito
São como becos, vielas estreitas.
No peito o coração bate apertado
Isso deve ser um mau presságio
Querem o que o homem tem de mais bonito
Seu amor, sua honra e liberdade!
No peito fica preso um grito
Segundo turno e vou até mais tarde
Não brinco de realidade
A minha busca sempre é infinita
E se o fim fosse o começo?
Até onde vão suas certezas?
O sim que pode virar não...
Um não que quase nunca é sim...
Enfraquece minha espiritualidade
Não posso mais ser tão covarde
Sigo sozinho do início até o fim
Procuro a verdade naqueles que olham pra min
Respiro e logo dou um trago
Expurgo todo mal olhado
Na base das minhas conquistas
O amor sempre esteve na lista
Do outro lado o respeito
Pé no chão em que eu piso
Sempre muito desapegado
Lutei pra fincar raízes
Eu aprendi que nossa história
Nunca, nunca vai ter fim!

5.11.13

Milagres não existem

Milagres não existem
E eu não posso crer em outra coisa
A vida não se resolve em cliques
A vida requer ter pessoas
Conviver às vezes é difícil
Pra quem só quer ter vida boa
Alguns querem alcançar os limites
Mesmo pisando em outras pessoas
Por isso vários se escondem
E não querem abrir as janelas
É mais fácil viver entocado
E perder a vista mais bela
Conheci muita gente demais
É que nem todo mundo ramela
É difícil expressar a visão
Competência envolve união
Nossa mente é um jogo difícil
Se agente vacilar fica em vão
Faço questão de ter pessoalmente
Virtual não passa de ilusão
Pra sentir o peito diferente
Ver os rostos por trás da prisão
A obediência  só aumenta o poder
De quem prega a escravidão
Vendendo sangue por dinheiro
Sugam o ar do meu pulmão
Intolerância virou epidemia
Conivência cada vez mais escassa
O buraco é mais fundo que a vala
Que no fim repousará teu caixão.