13.11.13

Nossa História

Não posso me encontrar direito
São como becos, vielas estreitas.
No peito o coração bate apertado
Isso deve ser um mau presságio
Querem o que o homem tem de mais bonito
Seu amor, sua honra e liberdade!
No peito fica preso um grito
Segundo turno e vou até mais tarde
Não brinco de realidade
A minha busca sempre é infinita
E se o fim fosse o começo?
Até onde vão suas certezas?
O sim que pode virar não...
Um não que quase nunca é sim...
Enfraquece minha espiritualidade
Não posso mais ser tão covarde
Sigo sozinho do início até o fim
Procuro a verdade naqueles que olham pra min
Respiro e logo dou um trago
Expurgo todo mal olhado
Na base das minhas conquistas
O amor sempre esteve na lista
Do outro lado o respeito
Pé no chão em que eu piso
Sempre muito desapegado
Lutei pra fincar raízes
Eu aprendi que nossa história
Nunca, nunca vai ter fim!